Poucos tinham assunto para conversar com Bulbula. Aquela mulher de trinta anos parecia sofrer de uma inércia peculiar, como se estivesse se arrastando pela vida, ou para fora dela. Seus olhos eram grandes e vazios e ela quase sempre ficava com a boca semi-aberta, o lábio inferior pendendo, dando a impressão de estar prestes a dormir. No máximo, Bulbula acompanha as conversas dos outros, a vida dos outros, mas sem mostrar grande entusiasmo.
Asne Seierstad; O Livreiro de Cabul
Um comentário:
uiaaa!! tá lendo nas férias!!! que progresso!!!! ehehehe! =D
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